Psicologia - 05/07/2004
Utilizando o medo a seu favor




Era uma vez um homem que tinha muito medo de perder o emprego. Tudo conspirava contra ele. Problemas com a chefia, o relacionamento com os colegas, demissões. O medo tomou tal forma em sua vida, que era difícil conciliar o sono. As risadas contagiantes dos filhos não o contagiavam e as coisas simples da vida não causavam mais prazer. O afeto carinhoso da esposa, o amanhecer, as estrelas passavam desapercebidos.

O temor do desemprego era o senhor absoluto da sua vida. Que tragédia se abateria sobre sua cabeça se ele perdesse o emprego? Dívidas? Vergonha? Escassez de recursos? Já estava na maturidade e os cabelos das têmporas encaneciam. O medo perfilou-se em sua mente traçando um destino terrível... de fome, de tempo ocioso e escassez financeira.

De repente, a realidade tomou forma e ele perdeu o emprego. Ficou dois dias insone e discutiu com a mulher. No entanto, com o tempo, ele percebeu que a tragédia imaginada é mais suave quando acontece na realidade. Procurou alternativas para ganhar dinheiro. Agora, utilizaria o medo a seu favor. Domaria essa fera que nos acompanha dia a dia: ansiedade, o medo do futuro.

Em pouco tempo, ele e a esposa , com algum sacrifício, conseguiram trabalhar por conta própria com bolos caseiros. Sua firma progrediu e ele venceu a fase difícil.

Nós sempre teremos medo, mas temer o futuro impede a vivencia do presente. Remoer sofrimentos passados é andar para trás. E o presente fica em segunda mão. O medo pode ser uma defesa contra o perigo imaginário ou real. Quando alguém tem medo de uma barata, é medo imaginário. A barata não oferece um perigo real. Nesse caso, pode se tratar de uma fobia. Quando este medo fóbico paralisa a vida da pessoa, necessita de tratamento específico.

Se formos perseguidos por um cão feroz, nosso corpo liberará mais adrenalina. O coração ficará mais acelerado, suor intenso, enfim o organismo se preparará para se defender do perigo real de um cão bravo.

Quando nos preparamos para uma prova, um exame ou entrevista podemos sentir medo. No entanto, este medo na dose certa não é prejudicial. Nosso corpo e nossa mente estão elaborando elementos para nos sairmos bem durante a prova ou entrevista.. Se for muito exagerado, ficaremos inseguros ou trêmulos durante a prova. O ideal é reconhecer o medo e discipliná-lo. Nossa fortaleza psíquica é um investimento para o dia a dia competitivo. Ficar no caminho do equilíbrio e disciplinar nossas emoções.

Nossa vida terrena depende do tempo, do agora e também do medo do desconhecido. Nem sempre o que programamos acontece. Alguns sonhos não se realizam. No entanto, grande parte da tragédia imaginada também não acontece! Nossa mente pode trabalhar contra nós se permitirmos... E aí, o medo será um monstro que construirá histórias de terror em nossa imaginação.

O senhor medo fará perguntas:

"E se eu ficar desempregado(a)?
"E se eu morrer de repente?"
"E se não pagar a dívida?"
"Meu Deus... e se meu marido for embora?"
"E se meu namorado não telefonar... suportarei?"

Fantasmas alimentados pelos recursos da mídia eletrônica, pela violência e a crise financeira, traçam rotas de medo, insegurança e pessimismo em nossa vida. O caminho é a libertação! Ela vem da nossa confiança e na certeza de que tudo que nos acontece sempre se resolve a nosso favor.

Podemos trabalhar positivamente para doutrinar o medo e não valorizar o tempo de um modo exagerado. O caminho é viver um dia de cada vez. Trabalhando a fé em si mesmo, na vida e principalmente no Poder Superior. E, se você não acredita no Poder Superior olhe um pouco para trás. Reflita sobre as dores passadas. A maior parte delas passou e conseguiu superar essas dificuldades. Agora, olhe cheio de confiança para o futuro, respire fundo e siga em frente. Certamente, teremos medo, enfrentaremos desafios, mas poderemos contar sempre com um amanhã mais feliz!


Sandra Cecília

 

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