Relacionamento - 05/12/2004
Como conciliar Amor e Dinheiro num relacionamento a dois?



Atualmente, muita coisa mudou no relacionamento a dois. Um casal moderno divide as contas e as despesas quando moram juntos. Alguns homens tomam conta da casa para que suas mulheres trabalhem. Desse modo, podem conviver de forma harmoniosa com o desemprego e a falta de dinheiro.

No entanto, apesar disso, algumas mulheres ainda vêm o homem como o provedor da casa.

Desde os primórdios do tempo, o homem é o provedor do lar. No tempo das cavernas, o homem saía para caçar enquanto a mulher preparava o fogo e cuidava das crianças. Muito tempo depois, o homem saía para o trabalho, enquanto a mulher cuidava das tarefas caseiras. Os papéis eram bem definidos entre o homem e a mulher.

Hoje, a mulher trabalha fora e, às vezes, acumula as tarefas caseiras e profissionais. Antes, era sempre o homem que pagava a conta do motel e do restaurante. Era uma questão de etiqueta e hábito. Agora, ambos podem dividir a conta do restaurante e do motel. 

A evolução de um relacionamento se transforma à medida que o compromisso se fortalece. Aparece uma figura importante dentro desse contexto: a vida financeira do casal. Quando a união é estável, o casal conversa também sobre o aspecto profissional e financeiro. Decidem morar juntos ou então optam pelo casamento. Fase nova de obrigações e responsabilidades. Momento de muita conversa e diálogo. Se não houver o diálogo e o entendimento, conflitos podem surgir entre o casal.

Se a mulher vê o homem como o provedor do lar, será difícil encarar a dura fase do desemprego da pessoa amada. Ela terá que sustentar a casa. O homem se sentirá inferior. Sai à procura de emprego e volta para casa frustrado. Esse transtorno pode durar alguns dias, meses ou até anos. Como conciliar o relacionamento com essa fase difícil? Nessa fase, a companheira deverá segurar a barra e estimular a pessoa amada. Se ela encarar esse problema como permanente poderá se sentir frustrada ou usada:

"Estou cansada de pagar todas as despesas. Ele fica o dia inteiro de pijama deitado no sofá. Enquanto trabalho como uma louca, meu marido assiste televisão.". - desabafou uma mulher de 42 anos que está com o marido desempregado há dois anos. 

Na relação homem e mulher, os papéis tem que estar definidos quando se parte para um compromisso mais sério. E, para isso, existem as leis, os acordos e os contratos.

Hoje, em dia, muitos casais preferem morar juntos. Nem sempre optam pelo casamento. Quando decidem montar uma casa, devem conversar a respeito desses pequenos detalhes: despesas da casa, divisão das tarefas, educação das crianças. Diálogo, sempre o diálogo.

Se o seu marido ficou desempregado é o momento de conversar muito. Não deve estimular a acomodação do homem e, nem muito menos, criticá-lo ou humilhá-lo. Procurar saídas para a fase emergencial deve ser a solução mais apropriada: corte de despesas e a divisão das tarefas caseiras.

Nem sempre a mulher vê com bons olhos o seu homem fazendo tarefas caseiras. Algumas pensam assim: "Ih, agora ele se acostumou a ficar em casa, não vai mais procurar emprego. Vou ter que arcar com tudo?" 

Agora, se a mulher percebe que está sustentando o marido e ele não procura alternativas para melhorar a situação, deve repensar o relacionamento. Nenhum homem se sente bem vivendo às custas da pessoa amada. Atualmente, tanto o homem como a mulher querem ser independentes. Morar juntos só para conseguir uma situação cômoda na vida será fonte de ressentimento e brigas. 

As pessoas devem ficar juntas porque se amam e se respeitam. "Decidimos morar juntos e dividir as despesas, mas minha companheira perdeu o emprego e se acomodou. Faz despesas absurdas e fica tudo por minha conta.-" queixou-se um homem de 30 anos, técnico em informática. "O que é combinado, não sai caro!"- diz o ditado popular. O casal precisa conversar muito antes de partir para um compromisso mais sério. Sentir-se usado gera mágoas e ressentimentos.

Outros casais se saem bem de uma fase de desemprego. Cortam as despesas, se ajudam mutuamente mantendo o clima de respeito e amor. Não se deixam intimidar pela falta de dinheiro.

A mulher faz as despesas de casa e o homem continua lutando por seu lugar ao sol. Enquanto não arruma emprego definitivo, procura trabalho temporário e ajuda nas tarefas caseiras como: buscar os filhos na escola, lavar os pratos e até arrumar a casa. Em momento algum , a mulher se sente usada. Sabe que a situação é passageira. Os laços do casal se fortalecem.

Às vezes, é difícil o homem aceitar que a esposa ganhe mais do que ele. O machismo de alguns homens não aceita essa situação:

"Mulher não pode ganhar mais do que eu! Ela vai querer mandar e desmandar. Não tolerarei essa situação."- disse um empresário de 50 anos.

Outros homens parecem não se importar com essa diferença.

Tudo é uma questão de como o homem vê sua mulher e como a mulher vê o seu homem. Na relação a dois, o respeito e admiração pelo outro conta muito no fortalecimento da união do casal. Se você não admira o seu homem, a relação está fadada ao fracasso. Se interpreta o desemprego como o fracasso do seu companheiro, jamais será feliz com ele. Se ele é esforçado, não encare essa fase como permanente. 

Agora, se o seu homem é relapso e aproveitador, caia fora! Ou então, não se queixe para suas amigas que sustenta seu companheiro! Tome uma atitude! Alguns casais mantém um relacionamento ruim por pura acomodação. Muitas coisas acontecem porque você permite e não faz nada a respeito para modificar a situação.

Antes, a prioridade da mulher era fazer um bom casamento. Ter um homem para pagar suas contas e sustentar a casa. Agora, a mulher sabe muito bem porque deseja se casar ou não. Procura independência financeira e não mistura assuntos financeiros com amor. 

Alguns casais ainda vivem um relacionamento tradicional e lidam muito bem com isso. O homem é o provedor da casa e a mulher cuida do lar e dos filhos. Não há nada errado nisso, desde que os dois se sintam bem e vivam em harmonia. 

O que você procura? Um amor ou alguém para pagar suas contas? Não misture as coisas. Se você encontrou um amor e pretende morar junto reflita:

" Como vai ser essa união? Como vão tratar das contas e dos bens do casal? E se vierem filhos?"

Conversem bastante a respeito e esgotem o assunto. Assim, um saberá o que esperar do outro. Há muitas formas de se fortalecer uma união. Cuidado com as falsas expectativas e o medo de conversar sobre esses assuntos.

Tudo muda! As fases ruins não duram para sempre, mas são o termômetro do casal! Nessas fases mais difíceis, é que seu amor será testado! Amar não é fechar os olhos diante dos problemas e dos defeitos do outro. É encará-los de frente, buscando soluções.

"O Amor e uma cabana"- deixou de ser o jargão para as histórias apaixonadas. Agora, tanto o homem como a mulher sabem muito bem o que desejam da vida e de um relacionamento a dois.

A vida ficou mais difícil e amar exige comprometimento e responsabilidade.

Se ainda não está pronto para fortalecer esse compromisso, não prometa o que não pode cumprir. O casal que se ama, sabe conviver bem com assuntos práticos da realidade do século XXI.

Um relacionamento maduro é somar esforços, enfrentar barreiras com responsabilidade e comprometimento.


Sandra Cecília

 

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