Cantinho da Leitura - 25/07/2006
Felicidade!





Se felicidade tivesse gosto....
Teria gosto de bolo de chocolate. Quentinho na hora!
Se tivesse aroma...

Cheiro de Jasmim. Violeta. Ou seria de rosas?

Se a felicidade fosse uma paisagem...

Seria uma praia de mar azul translúcido. Sem ondas. Calma. Placidez. Paz.

Se a felicidade fosse um animal...

Seria uma águia, portentosa, deslizando pelos céus, completamente livre. Olhar agudo. Esperto. Ágil.

Se a felicidade fosse uma criança...

Seria uma criança esperta, de cabelos escuros como o ébano e olhos de azeitona.

Ou de lindos cachinhos dourados. Olhos azuis. Vivos. Dois pedaços do céu. Ar maroto.

Se a felicidade morasse em meu coração...

Teria todos os sentimentos abrigados em mim.

Se a gente pudesse pegar a felicidade...

Seria um belo gatinho felpudo e macio.

Se a gente pudesse ver a felicidade...

Seriam lindos flocos de algodão cheios de magia.

Se a felicidade fosse o dia...

Seria um dia de sol! Sol da manhã escorregando pela minha
janela de cortinas azuis.

Se a felicidade fosse a noite...

Seria noite enluarada, rodeada de estrelas piscando no firmamento.

Ah, se eu pudesse correr atrás da felicidade...

Seria uma lebre a me espreitar, viva de olhos espertos, vermelhos. Quem sabe a pegasse na relva molhada.

Eu quero. Busco. Procuro. Corro atrás da felicidade...

Será que ela corre de nós? Será?

Se a felicidade fosse o Amor...

Seria um casal jovem abraçadinho dentro de um cinema. Comendo pipoca. Rindo de uma comédia.

Seriam amantes vigorosos rolando na cama. Lençóis de seda. Macios. Cheirosos.

Quem sabe, um casal de meia idade, relaxados, trocando longas lembranças...

Se a felicidade fosse Boa Ação...

Seria alguém chegando de mansinho numa calçada cinzenta. Acolhendo uma criança sujinha. Agasalhando um velho enfermo.

Se a felicidade fosse um bebê...

Seria um gorduchinho, engatinhando atrás de bolas coloridas. Balbuciando sons. Expressão de êxtase. O próprio milagre da criação.

 Felicidade...

Você sabe onde ela está? Onde a procuro? Nos meus sentidos? Nos meus infindáveis pensamentos ? Nas minhas atitudes infantis? No meu raciocínio maduro? Nas minhas lágrimas? No meu sorriso?

Ah... sim! Eu não preciso procurar a felicidade. Ela simplesmente vem... num fugidio momento de paz!




Foto de Giulia Mira, minha netinha.


Sandra Cecília

 

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