Psicologia - 31/08/2006
Como não se tornar uma pessoa grudenta!





Você gruda nas pessoas igual a um chiclete? Insistente. Invade espaço. Se está apaixonado, tenta controlar a pessoa amada. Liga várias vezes ao dia. Cobra. Pede. Reclama. Queixa-se a todo momento. Pede sua companhia.

Algumas pessoas se sentem o centro das atenções. Falta sensibilidade para respeitar a necessidade dos amigos, da pessoa amada e dos familiares. O egoísmo torna a pessoa intolerável. Só vê o lado dela e pronto. Na essência, excesso de "grude", "pessoa vaselina" pode sinalizar insegurança. Medo de ser abandonado. Carência. Origem: pode ser da infância. Pais repressores ou muito frios. Mãe muito autoritária. Pai muito disciplinador. Depressão. Ansiedade. A pessoa quando muito deprimida pode reclamar companhia para afastar o pânico e a sensação de sofrimento. Quando tratada, essa carência exagerada desaparece.

A insegurança costuma ser aliviada temporariamente com a ilusão de que podemos controlar nossa vida e , principalmente a das pessoas. Detendo o controle da nossa vida e a das outras pessoas, sentimos uma sensação falsa de segurança. O medo do sofrimento também pode desencadear esse comportamento. São pessoas que precisam sempre estar consultando amigos, namorados, para tomar decisões ou fazer escolhas. Indecisos e vacilantes. Não conseguem ficar sozinhos. Uma necessidade urgente de companhia.

Às vezes, esse grude pode acontecer na vida familiar. O pai ou a mãe gruda no filho. Não permite que ele se desenvolva. Inibe o filho. Domina. Controla. Transformando o adolescente ou a criança num mero joguete. Inconscientemente o excesso de proteção pode significar rejeição do filho. Não menciono os limites necessários na educação da criança, mas ir pelo caminho do meio. Cerceamento e controle exagerado podem provocar graves transtornos psicológicos na criança. Fazer um adulto inseguro e nervoso.

O grude pode invadir o campo das amizades. O amigo é uma verdadeira " mala". Cobra atenção, presença, mas nem sempre gosta de doar. Só deseja receber. É um chato!- na verdadeira acepção da palavra. Não sabe ouvir.

No amor, a pessoa grudenta é um perigo! Sufoca, controla, determina. Mandona. Ou então, submissa demais. Anula-se completamente satisfazendo todos os desejos e caprichos da pessoa amada. Percebe, aos poucos, que seu comportamento afasta a pessoa amada.

A necessidade de ser apreciado e admirado é natural no ser humano. A maioria dos relacionamentos tem que ser recíproco para ser saudável. O Amor incondicional ainda está muito longe da Terra. Pode ser percebido através dos amor dos pais. Ajudam, amparam e cuidam sem esperar gratidão. Nossos afetos ainda são recheados de apego. Temos medo da perda.

Em alguns momentos da vida, podemos sentir carência e necessidade de estar mais perto das pessoas amigas e da família, mas nascemos sozinhos e morreremos sozinhos. Nosso caminho evolutivo deve seguir uma trilha própria. A auto-estima e a segurança interior podem ser aprendidas. Através das escolhas e da própria vivência de qualquer um. Gostar da companhia do outro sem depender do outro. Como fazer do outro sua referência absoluta se a própria vida é tão instável e dinâmica? E se ele morrer ou mudar de país? E se de repente, resolver sair da sua vida?

Sofrer por uma perda ou um abandono é natural. O convívio, o amor e a amizade criam vínculos. Quando ocorre uma transformação e a pessoa sai do nosso convívio, temos que nos adaptar. É a vida! Aproxima e afasta as pessoas. Quando uma pessoa querida vai embora, o que fazer? Insistir, cobrar e se desesperar? Nada que você fizer poderá trazê-la de volta se a pessoa não quiser.

Não somos uma ilha. Precisamos das pessoas. Estamos interligados uns aos outros. Nascemos em determinado lugar e temos nosso círculo de convívio. Nada é por acaso! A pessoa que convive com a gente pode ser um afeto ou desafeto do passado. Sem entrar no mérito religioso, tente exercitar a serenidade. Aprender a tomar conta da própria vida. Um dos caminhos mais saudáveis é a independência financeira. Tomando conta do próprio nariz , terá um certo controle da sua vida. Seus relacionamentos serão mais saudáveis.

A dependência emocional, o grude,a exagerada desconfiança, pode ser um transtorno psicológico e tem muitas causas que devem ser tratadas por um profissional da área da psicologia ou psiquiatria. Em nível muito exagerado pode ser um sintoma psicológico mais sério como: a paranóia, mania de perseguição. Projetamos nos outros o que temos em nosso coração. O indíviduo com mania de perseguição acha que todos são maus e estão contra ele. Até costumam dizer: "Não disse? É um complô contra mim!"Projeção da sua própria agressividade.

Em algumas fases ou momentos da vida podemos estar mais desconfiados, mais carentes ou até mais irritadiços. No entanto, seus relacionamentos não ficam comprometidos. A pessoa controla suas emoções e tem uma boa socialização.

Se a pessoa começa a observar que os amigos se afastam, os relacionamentos não dão certo, está na hora de parar para pensar e reavaliar suas atitudes.

Não tenha receio de procurar ajuda quando sentir que está "grudando" muito nas pessoas.

O ser humano encontra grande prazer na socialização e no convívio com as pessoas. No entanto, também tem necessidade de ter seu próprio momento e sabe conviver sozinho e cuidar da vida. Precisar de alguém é algo bem diferente do que depender emocionalmente de alguém.

Alguns sinais podem significar que você é uma pessoa "grudenta":

Necessidade freqüente de obter aprovação e reconhecimento das pessoas.

Não consegue ficar sozinho sem se sentir vazio ou entediado.

Muito insistente nos relacionamentos amorosos. Cobra companhia, telefona toda hora, desconfiado, ciumento ao extremo.

Fala demais. Não sabe ouvir as pessoas quando está entre amigos.

Acha que sempre tem razão. Teimosia.

Pensa primeiro nos seus interesses e age de forma egoísta. Não respeita o direito das pessoas. Aproxima-se apenas para conseguir vantagens ou favores.

Magoa-se com facilidade.

Muito sensível a críticas.

Temperamento colérico. Briga, discorda de tudo. Geralmente , é isolado pelo grupo.

Bajulador ao extremo, mas seus elogios não são sinceros.

Dificuldade em fazer amigos. Quando faz é considerado um "chato". Gosta de falar somente sobre si mesmo. Usa muito o eu.


Nós temos essas características, às vezes. Nem sempre sabemos ouvir e admitir erros. Sentimos carência. No entanto, o que atrapalha os relacionamentos é falta de equilíbrio nos sentimentos e emoções.

Procure se conhecer cada vez mais. Observe seu comportamento, quando está com as pessoas que ama. Faça uma reflexão. O que pode ser melhorado? O que você gostaria de aprimorar mais? Não é fácil o caminho de mudanças positivas, mas é possível.

O retorno é gratificante. Atrairá pessoas sinceras e amores verdadeiros. Mesmo que sofra alguma ingratidão, sua auto-estima alta será a força da sua vida. A fé em si mesmo, a consideração pelas pessoas, a alegria de viver e a fraternidade farão coisas maravilhosas em seus relacionamentos.

Um comportamento amistoso e sincero sempre cativa.


Sandra Cecília

 

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