Cantinho da Leitura - 07/03/2007
Carta Aberta: A mídia na mente humana






Assisto a todos os telejornais da mídia brasileira.

Cada telejornal tem seu perfil particular, mas todos pautados na ética e na fidelidade diante das notícias.

Por conta desse talento, envio algumas sugestões para todos os telejornais brasileiros.

Vejo nesses profissionais o talento, capacidade e sensibilidade. Trabalham com o desejo de servir à comunidade.

Há um sentimento de insegurança no ar! O brasileiro cultiva a ansiedade e o medo como forma de proteção. A violência grassa incólume e se espalha nas vozes dos jornalistas.

Enquanto a família almoça ou janta, ouve e vê as notícias sobre mortes, ataques suicidas, criminosos... E por aí vai. Logo no início.

Como profissional do campo da saúde, sei que o comando mental das nossas emoções é nosso termômetro da saúde mental. Cabe a nós, separar o que é ruim e o que é bom para nossa mente. Mesmo assim, quando o Mal é sempre frisado, o ser humano acolhe esse mar de violência.

O coração bate acelerado. O medo paralisa. E o que é pior, a margem de notícias positivas é tão pequena. Sei que elas existem. Estão por aí as pessoas generosas, os policiais honestos e os políticos exemplares. Encontrem essa gente!

Encontrem o PRONTO SOCORRO invejável, hospitais nota 10, encontrem aquilo que está funcionando no Brasil, por favor!

Como é gratificante para nossa mente quando assistimos notícias positivas de pessoas generosas, projetos úteis no campo da ciência, da moda e das artes. Mas por que frisar mais o que é negativo?

O que está acontecendo com o Brasil? O que está acontecendo com o Mundo que reforça mais o que é ruim?

As notícias boas não são mais priorizadas. Pessoas que fazem o Bem, projetos que dão certo, jovens que deram certo, fazem parte do final do noticiário. Isto é, quando aparecem. Um mero detalhe.

A missão do jornalista é mostrar a realidade, doa a quem doer. Há um compromisso de ética e verdade com o povo, mas só frisar o que é ruim? Realmente, o talento e o profissionalismo dos jornalistas é invejável, mas o telespectador tem que opinar. Manifestar nosso comentário é ajudar, clarificar e melhorar o padrão da mídia brasileira.

Queremos mais música e arte. Pessoas talentosas e que brilham pela generosidade. Queremos ver notícias de policiais honestos, juízes éticos e políticos perseverantes e honestos.

Onde estão essas pessoas que o povo brasileiro não vê mais nos telejornais? Construí até uma frase para um quadro dos TELEJORNAIS BRASILEIROS:

"GENTE CAPAZ É GENTE QUE FAZ! O BRASIL É NOSSO! NÃO PODE ANDAR PARA TRÁS!"

Onde estão as pessoas que fazem e trabalham em prol do Brasil com honestidade, brilho e talento? Por que não estão nas manchetes? Por que somente os assassinos, traficantes e os ladrões é que estão nas manchetes?

O que será que acontece com a mente de um criminoso quando assiste o telejornal? Devem se morder de alegria e vitória, não? Devem comentar entre si que o crime compensa, dá Ibope e assim ficam mais fortes, mais corajosos e maldosos.

Não, não estou responsabilizando os jornais da mídia pelo aumento da violência, mas pela falta de criatividade.

Por que os jornais passados na televisão só mostram as mesmas notícias? Esse comentário assisti através de um profissional entrevistado pela TV Cultura, cujo nome não me lembro no momento:

"OS TELEJORNAIS DO BRASIL E DE TODAS AS EMISSORAS MOSTRAM SEMPRE AS MESMAS NOTÍCIAS?.

Você assiste o jornal das vinte horas e vê o desenrolar de um crime. Depois, no canal concorrente a mesma notícia aterrorizante. Sua mente é reforçada, castigada, violentada. Todas as emissoras mostram as mesmas notícias. Não há saída!

O caso do menino que foi arrastado por um carro no RJ foi repetido tantas vezes, que pensei: "Nossa, esse menino já foi arrastado mil vezes!"

A notícia ficou martelando na minha cabeça dias e dias. Certamente, que o objetivo da mídia é informar, alertar e, com isso, acordar políticos e autoridades para que tomem providências. Correto! No entanto, a mídia insiste no rosário das tragédias

Mais tarde, na hora de dormir, a mesma notícia. O povo é bombardeado pelos crimes 24 horas por dia.

Como profissional da área de psicologia penso com meus botões. Se por um lado, estamos bem informados, por outro, nossa mente adoece com tanta notícia ruim o tempo todo.

Mudar de canal, desligar a tv? Isso é omissão. Temos que opinar, afinal a Mídia brasileira é nossa! O Brasil é nosso!

As poluições mentais, sonoras e visuais contaminam nossa mente. Não só na mídia, mas também nos jornais e rádios.

Brilham sempre na TV, através dos jornais, a violência e os criminosos. Estão sempre na primeira página, nos primeiros momentos dos telejornais.


Li num best seller americano que, na Austrália, os jornalistas fazem o seguinte: primeiro anunciam as notícias positivas. Depois, avisam:

- Agora, vamos apresentar algumas imagens e cenas de violência.

É um modo de respeitar o ser humano que já está cansado de tanta coisa ruim.

Não estou frisando que o telejornal brasileiro deva ser mentiroso ou um MAR DE ROSAS. No entanto, pasmem!

Não assisto mais o telejornal quando estou almoçando ou jantando. Faz mal à digestão!

No mais, vemos desfilar sob nossos olhos, algemas, delegacias, homens bomba, enchentes e a figura tenebrosa dos criminosos.

De repente, será lançada a revista CARAS NO MUNDO DO CRIME!

Minha sugestão está lançada.

Mostrem o real, porque informar bem também ajuda o telespectador a se proteger do crime e da violência. É necessário, ético!

No entanto, busquem através dos seus repórteres, NOTÍCIAS BOAS E REAIS.

Comecem o telejornal com NOTÍCIAS BOAS e avisem o telespectador quando forem anunciar as coisas ruins. Estarão inovando no mundo do jornalismo da televisão.

No Brasil ainda existem pessoas generosas e que lutam pelo Bem, pela Honestidade e um país melhor.

ELAS É QUE DEVEM SER O FOCO PRINCIPAL DE TODOS OS JORNAIS BRASILEIROS.

Precisamos acreditar no que é bom!


Essa Carta Aberta foi divulgada em todas as emissoras brasileiras. Se você também pensa como nós divulgue. Estaremos contribuindo para melhorar a mídia brasileira e estimular o Bem.






Sandra Cecília

 

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