Entrevistas - 17/03/2007
Entrevista com a jornalista Simone Garuti




Dentre os programas mais populares da televisão brasileira, o Superpop - da RedeTV, tem uma audiência expressiva nos lares brasileiros. Apresentado por Luciana Gimenez tem estilo próprio e espontâneo. Aborda matérias atuais e sugestivas sempre enfatizando o telespectador e seus costumes. Criticado por alguns e elogiado por outros, a participação de Ronaldo Esper e suas agulhadas, cria uma atmosfera alegre e, por vezes, polêmica. Mais um talento se destaca nesse programa. É a participação de Simone Garuti, uma jovem jornalista responsável pelas matérias do Superpop. Destaca-se no seu trabalho a ética , o profissionalismo e sua vivacidade criativa. E é com muito prazer que a entrevistamos em Relax Mental:
 
RM: Conte-nos um pouco sobre seu início na carreira como repórter e jornalista. E o que a levou à televisão?

Comecei minha carreira jornalística no rádio. Era estagiária do departamento de promoção da rádio Jovem Pan II. Logo depois comecei a fazer participações no programa humorístico Pânico. Isso aconteceu em 1998. Enquanto estava no Pânico, fui convidada a ir para a Rádio Transamérica e lá permaneci de 1998 a 2001. Apresentei os programas Invasão de Privacidade e Dona Encrenca, que era voltado ao público feminino. E lá eu tinha um quadro chamado "Teste de Resistência", onde verificávamos a fidelidade dos homens e, por conta desse quadro fiz algumas participações no antigo programa do João Kleber, na Rede Tv. E, então, fui convidada a ser repórter do programa superpop, onde estou até hoje
 
RM: Entre repórter e jornalista, qual a carreira mais exigente ou desgastante?

Ser repórter é prazeroso e ao mesmo tempo complicado. Ao entrevistar alguém é preciso muita sensibilidade e percepção. Você entra no universo de muitas pessoas e, para isso é necessário bom senso e ética. Nessa profissão passamos alguns apuros. Em certa ocasião, estava fazendo uma matéria numa favela que nada tinha a ver com tráfico de drogas, mas a equipe foi expulsa do local e, foi angustiante. Mas no geral é muito gratificante
 
 
RM: Qual foi a reportagem em que você batalhou muito para conseguir e que lhe trouxe grande satisfação?

Sem dúvida foi a entrevista que fiz com a família do Renato Russo e principalmente com o filho dele, Giuliano Manfredini. Eu gosto muito da Legião Urbana e estar perto da família do Renato foi muito especial pra mim. Mas tem uma segunda matéria que eu batalhei para provar e consegui. Foi sobre pedofilia. Entrei em salas de bate-papo como se fosse uma menor de idade de apenas 12 anos e marquei um encontro com um homem de 55. Levamos a polícia e tudo. Mostramos a fragilidade a que nossas crianças podem estar expostas.
 
RM: Como conheceu Luciana Gimenez? E a produção do Superpop?




Conheci quando fazia participações no programa do João Kleber e entrei na Tv em dezembro de 2000 e a Luciana chegou um mês depois. Fui escalada para compor o superpop com ela. A empatia entre nós aconteceu logo que nos conhecemos. A Luciana é um ser humano ímpar. Sem demagogia, é uma pessoa excepcional, da qual tenho muito carinho.
 
RM: Sua atividade é estressante. O que faz para se manter equilibrada?

Minha atividade é corrida, mas não diria estressante. Porém, precisamos tomar cuidado com o psicológico. É difícil não sofrer com as tristes histórias que temos que relatar. A última que mexeu comigo e com muitos colegas de profissão foi o caso do pequeno João Hélio arrastado por bandidos no Rio de Janeiro. E o equilíbrio eu busco na minha família e no colo do meu noivo. Eles são a base de tudo. Ah! E acredito muito em Deus tb
 
RM: Professa alguma religião?

Sou católica praticante.
 
R.M: Qual foi a matéria do Superpop que foi mais curiosa e interessante?

Quero falar sobre uma matéria emocionante que fiz sobre um garoto com câncer no cérebro que tinha uma força incrível e que lutou muito contra a doença. O Tiago tinha 8 anos e mostrou para toda a equipe que mesmo nos momentos difíceis é preciso acreditar. Ele nos ensinou muito. Agora, curiosa é sobre um homem que se dizia vampiro e tomou o próprio sangue na minha frente. Quase desmaiei.
 
R.M: Quais são suas metas em relação à carreira de repórter ?

Quero cada vez mais levar ao público matérias interessantes e que possam ajudar as pessoas. Um repórter nunca sabe tudo, aprende a cada dia e com esse aprendizado espero levar o melhor ao meu público e, claro quero sempre estudar muito para isso. No momento, espero fazer um mestrado para me aperfeiçoar mais.
 
RM: Como você descreveria a Simone Garuti? E, aproveitando este gancho, inclua os detalhes abaixo:

Sou uma pessoa sincera e também detalhista. Sofro com isso, mas estou melhorando. Dou valor à coisas simples da vida como um almoço em família, um abraço apertado no meu noivo, um encontro com amigos para dar muita risada. 
 
-Seu signo solar:

Libra

 - Cor preferida:

Branca

 - Estilo musical:

Rock

 - Seu ator (atriz) preferido:

Al Pacino

 - Uma paisagem:

por-do-sol em Boiçucanga

 - Um sonho:

Ser mãe

 - Virtude que mais lhe agrada nas pessoas:

Sinceridade

 - Um defeito que lhe desagrada nas pessoas:

Falsidade.


R.M: - Quero, nesta oportunidade, agradecer pela sua atenção e gentileza em propiciar esta entrevista. Com certeza, todos nós temos muito a ganhar com sua participação neste site. Muito obrigada!
Votos de Paz, Saúde e Felicidades .
Até breve!




Sandra Cecília

 

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