Pitadas da Charlotte - 26/06/2007
Conte-me sua história: O baile





Nesse link, queridos internautas, vamos publicar histórias autorizadas sobre os internautas ligadas a amor e sensualidade. As identidades das pessoas serão preservadas. Não aceitamos histórias pornográficas ou de conteúdo vulgar. Quer publicar sua história sensual? Escreva para mim!



Querida Charlotte, fazia dois anos que eu estava sozinha. Havia rompido um relacionamento e ainda estava muito triste. Sou divorciada e tenho 45 anos. Trabalho em um escritório de uma capital. Minha vida era da casa para o trabalho e vice-versa.

Um dia, uma amiga me convidou para um baile. Eu gostava de dançar, mas fazia tempo que não saía durante à noite. Vacilei, mas resolvi me distrair um pouco. Eu me arrumei bastante. Coloquei um vestido de veludo azul claro que realçava minhas formas. Minha maquiagem era sóbria, mas eu sabia que era uma mulher atraente, mas estava com baixa auto-estima. Cansada de amar e não ser correspondida.

Entramos no salão. Era amplo e bonito. Escolhemos uma mesa perto da pista de dança. Eu estava animada, mas desconcertada naquele local. Achava que sair com uma amiga para ir a um baile significava terceira idade próxima. Talvez decadência?!!! Estaria escrito na minha testa que eu era uma mulher sozinha e carente? Esqueci meus pensamentos negativos , enquanto observava os casais deslizando na pista.

Não bebia e nem fumava, mas aceitei tomar um cuba libre. Precisava me animar um pouco. O tempo passou e estava sentindo sono. A música era suave e gostosa. Dava vontade de dançar bem juntinho com alguém especial. Eu me lembrei do ex-namorado. Senti vontade de chorar. Minha amiga já estava na pista de dança. Ria solto. Eu me encolhi na cadeira. Estava me sentindo muito esquisita quando alguém se aproximou e me tirou para dançar. Era um homem alto e moreno. Os olhos eram grandes e verdes. Quando se aproximou senti o seu perfume amadeirado. Aceitei.

Dançamos um bolero bem romântico. A proximidade e o contato dele eram agradáveis. Conversamos amenidades. O rosto dele colou no meu. Fiquei arrepiada. Fazia muito tempo que não sentia o contato de um homem.

Ele me contou um pouco sobre sua vida, mas tinha um grave defeito: era casado. Questionei sobre isso. Como deixar a esposa em casa e ir a um salão de baile? Ele sorriu divertido e nada falou. O homem se aproximou mais.

Depois da seleção de músicas, ficou na minha mesa um pouco. Eu não cansava de olhar seus olhos cor de esmeralda. Uma onda de calor suave invadiu meu corpo. Dançamos um pouco mais. No final do baile, pediu para me levar em casa. Fiquei na dúvida. Um homem casado? Sabia o que ele estava querendo, mas eu estava muito carente.
Aquiesci. Minha amiga ficou no baile com duas colegas de trabalho e eu saí com ele de carro.

O automóvel era simples , mas confortável e tinha um cheiro gostoso. Ele falou enquanto dirigia que gostaria de me beijar. Rodou um pouco de carro e parou num lugar mais deserto. Senti medo e falei:

- Você está se arriscando! Não quero ficar aqui. É muito deserto!- murmurei, quase sem forças. Na verdade, o que eu queria era cair nos braços daquele homem envolvente. Ele sugeriu um motel. Neguei. No fim, fomos parar em minha casa. Eu não tenho filhos. Moro sozinha.

Quando entramos ele me abraçou fortemente e começou a acariciar meu colo e minhas costas. O beijo foi imediato. Beijamos muito e fizemos carícias ousadas. Quando senti que estava me entregando para aquele homem, recuei. Afastei-o bruscamente, mas estava morta de desejo. Ele não insistiu. Conversou um pouco mais, tomou um café e foi embora. Antes, pediu meu telefone. Desconversei.

Nunca mais o vi, mas fiquei muito confusa. Eu deveria ter cedido aos seus desejos? Afinal, era o que eu queria! Vacilei por receio que ele pensasse que eu era vulgar. E, também, pelo fato de ser casado. Como eu deveria ter agido?Esperei por algumas semanas que ele fosse até minha casa, mas ele nunca mais me procurou.

A. 42 anos- SP





Você sabia exatamente o que a aguardava quando concordou que ele entrasse na sua casa. Reflita sobre os motivos que a levaram a recuar ante o desfecho da situação. Afinal, deixou o homem confuso. Sua reação foi de desejo e aceitação, mas depois recuou. Talvez porque fantasiasse uma aventura, mas viver uma aventura na realidade é diferente. Você tem que correr riscos e, na fantasia, eles são inexistentes. Esse homem era apenas um desconhecido para você. Mas não acha que , mesmo assim, se arriscou concordando que ele entrasse em sua casa?

Acho que devemos saber o que desejamos. Mulher também tem carências. Atualmente, as coisas mudaram um pouco. As mulheres estão mais arrojadas e cheias de iniciativa, mas continuam mulheres. Acho que o homem é mais escolado na questão sexual. As mulheres não! Pelo jeito, você se arrependeu de não ter feito amor com ele. Afinal, você queria muito , não? Será que não teria se arrependido de qualquer forma? O que é melhor ou pior? Arrepender-se do que você fez ou do que não fez? Tudo na vida gera conseqüências. Acho que você fez o que era certo para você naquele momento. Talvez estivesse mais fragilizada.

O fato dele ser casado pode ter colaborado na sua rejeição.

O que percebi em você é o receio de sofrer e de viver. Isso é preocupante. Deixe o passado para trás e recomece sua vida. Não recue diante da vida e dos seus desejos, mas também aceite suas limitações. Viva com bom senso, essa é a medida exata! Saber a fronteira entre os seus limites reais e o imaginários.

Só o auto-conhecimento pode nos guiar em momentos de decisão. Entregar-se a um homem pode ser algo sério para uma mulher. Talvez não estivesse preparada ainda para uma aventura . Percebeu , naquele momento, que seria apenas uma aventura. Você queria mais.

A vida é feita de escolhas. Saiba exatamente o que quer da vida para saber como agir na hora H. A maior parte das mulheres tem receio de fazer sexo no primeiro encontro. Não fique pensando no que ele vai pensar, mas sim, em você mesma. Não faça nada que possa agredir seu íntimo e sua consciência. Repressão é uma coisa. Agir, de acordo com seu caráter é outra coisa.

Um ditado popular, mas muito sábio:

Se não quer usar, não agite!

Seja feliz!






Charlotte


Sandra Cecília

 

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