Entrevistas - 26/07/2007
Entrevista com Professor Luiz Marins

 




Relax Mental:- Professor Marins, o senhor possui um currículo admirável. Estudou Ciências Políticas, Contabilidade, Negociação, Planejamento e Marketing, História, sem contar sua experiência como Consultor de Empresas. O que mais lhe influenciou para este desenvolvimento? Seus pais? A escola (algum professor) ou alguma pessoa em especial? Em algum momento de sua vida, pensou em se profissionalizar em uma área totalmente diferente?
 
Meu pai tinha uma escola particular com mais de 2.000 alunos - desde o "primário" até o "colegial". Eu trabalhei na biblioteca dessa escola desde os 12 anos e adquiri um gosto pela leitura muito grande. Assim, foi um misto de pais e escola. Sempre tive grande interesse pelo ser humano - daí ter estudado antropologia. Nunca pensei em fazer algo muito diferente.
 
R. M: - Que passagens em sua vida que lhe foram marcantes e cujas lembranças lhe trazem saudade, euforia ou mesmo tristeza?
 
Sem dúvida os meus estudos de antropologia na Austrália com os aborígines australianos, o povo primitivo contemporâneo mais primitivo.
 
R.M: - O senhor também escreveu vários livros, entre outras atividades, como consultor, empresário, escritor, palestrante. Qual destas lhe trouxe maiores ensinamentos?
 
Participar da solução das inquietudes de uma empresa como consultor, acredito ser a atividade mais gratificante e de maior aprendizagem. Por isso procuro deixar 70% de minha atividade como consultor - estudando e participando de empresas e como empresário - e o restante para palestras (recebo de três a cinco convites para palestras por dia) e livros, etc.;
 
R.M: - Conte-nos sobre sua família e seu dia a dia, quando está em sua casa.
 
Minha família é normal, tradicional. Não tenho muito a dizer dela. Somos muito felizes.
 
R.M: - Pratica esportes? O que faz quando se sente estressado ou muito cansado?
 
Não sou ligado a atividades físicas. Ler é uma atividade que me relaxa.
 
R.M: - Como o senhor vê o alto índice de violência nos centros urbanos? Pode nos sugerir alguma saída ou solução?
 
A informação sobre a violência talvez seja maior do que o aumento relativo da violência. A única solução que acredito é a volta dos valores básicos de família, educação, religião, etc. E isso levará algum tempo para que sejam novamente valorizados.
 
R.M: - Como vê a atual pressão de algumas empresas em relação aos seus funcionários, com uma constante pressão no sentido de cumprir as metas e conseguir mais clientes, particularmente no setor bancário? Como conciliar o cumprimento das tais e a satisfação do cliente e do funcionário?
 
O mundo está muito competitivo. Não há como vencer no mercado sem muito trabalho, muita dedicação, muito comprometimento. Temos que transformar o ambiente de trabalho num ambiente de crescimento e desenvolvimento pessoal e profissional e menos estressante. As empresas começam a perceber isso.
 
 
R.M: - Em sua opinião, como interpretar este alto índice de desemprego no Brasil? Há solução a curto prazo, sem depender do poder público? Ou a solução, como sempre preconizada, fica por conta da educação?
 
O desemprego não é um problema brasileiro. É estrutural do momento social e tecnológico que estamos vivendo. Na Espanha, Alemanha, o desemprego é tão grande como no Brasil. A sociedade terá que encontrar os meios de solucionar esse problema mundial. Acredito que o problema esteja chegando a um nível tão elevado que a sociedade terá que "reinventar-se" para que o caos não se estabeleça. E sempre a sociedade encontrou uma solução. Hoje não sabemos qual será - se redução de jornada de trabalho - ou outra. Mas alguma coisa teremos que fazer.
 
R.M: - É sabido do ritmo agitado do homem atual , a busca de uma realização profissional e material. Traz como conseqüência o estress. Poucos sabem administrar seu estado psíquico e acabam sujeitos a várias doenças. Já que passamos a maior parte do nosso tempo em nosso trabalho, como conciliar “chefes” exigentes, mal humorados, um ambiente desagradável de trabalho com a vida familiar e afetiva, sem que um não contamine o outro?
 
A verdade é viver nestes loucos tempos exige de cada um de nós uma definição muita clara de seus objetivos pessoais. Noto que muitas pessoas já estão questionando o valor do "ter" mais e trocando esse valor por "ser" mais. É uma troca nem sempre fácil de ser assumida. Mas ela tem que ser enfrentada por todos nós que vivemos neste século XXI. É claro que temos que buscar a "conciliação". Mas os valores podem ser contraditórios demais ao ponto de eu ter que tomar uma decisão mais drástica e definir o que quero da vida. Uma vez definido, assumir a decisão e fazer o que deve ser feito para efetivá-la. Não é fácil.
 
R.M: - Por força do próprio mercado de trabalho, nem sempre se consegue atuar na área em que se formou ou estudou. Conseguir se formar em curso superior também não significa necessariamente garantir sua realização profissional. O que dizer a estes formandos quanto ao futuro incerto?
 
"Fazer o que gosta" é importante. Mas é essencial aprender a "gostar do que faz". Assim, quando não podemos fazer o que gostamos devemos aprender a gostar do que fazemos. Isso é maturidade.
 
R.M: - Gostaria que o senhor falasse sobre a fundação Luiz Almeida Marins Filho. E me permita uma pergunta: -- O que leva as pessoas a “aprender” a aprenderem?
 
A Fundação Luiz Almeida Marins Filho me foi dada de presente de aniversário em 21-9-99 quando fiz 50 anos. Um grupo de 20 amigos. Hoje temos 32 laboratórios de informática instalados em escolas públicas carentes de 1a. a 4a. séries e mais de 25.000 crianças de 7 a 10 anos com acesso à informação via computadores. Não temos e nem tivemos nenhum tostão nem do governos federal, nem do estadual, nem de nenhum governo municipal. Tudo o que foi feito, foi feito pelo grupo de amigos. Isso prova que é possível fazer alguma coisa sem ficar "reivindicando" e "denunciando". Basta querer fazer e fazer.
 
R.M: - Professor Marins, o que é para o senhor um perfeito Relax Mental?
 
É a paz de espírito que tanto almejamos. É ter um equilíbrio mental. É ter as prioridades definidas e agir em conformidade com elas. É ter uma família que valha a pena ser chamada de família. É sentir-se em constante desenvolvimento.
 
R.M: - Qual sua cor preferida, aquela que lhe traz mais paz e serenidade?
 
Azul.
 
R.M: - Qual seu estilo musical preferido?
 
Música erudita. Barroca, de preferência.
 
R.M:- Cite a virtude humana que mais admira. E o pior defeito.
 
Virtude = bom humor; - Defeito = mau humor.
 
  
 R.M:- Para encerrar, Professor Marins, gostaria que o senhor deixasse um recado àqueles que desejam vencer na vida, em sua profissão e nem sabe ao menos, como começar.
 
Faça tudo com (a) Comprometimento; (b) Atenção aos Detalhes; (c) Termine tudo o que começar - faça "follow-up". É isso.
 
 
Desejo-lhe agradecer pela atenção e gentileza ao me permitir esta entrevista. Com certeza, sua presença em nosso site muito me orgulha e possibilitará reflexões aos nossos internautas.
Aceite meus votos de bem estar e, mais uma vez, muito obrigada!
 
Foto tirada do site do Professor Luiz Marins.

(Entrevista realizada em 13/07/2003) Relax Mental tinha apenas um mes de vida e já foi presenteada com a presença desse profissional de grande talento. Obrigada, professor!

Obs: Relax Mental está organizando uma entrevista atual com o professor Luiz Marins. Você gostaria de sugerir algum tema para a entrevista? Escreva para a gente!

Luiz Marins
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Sandra Cecília

 

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