Verinha Verdadeira - 21/08/2008
Medo da solidão





Você já sentiu um medo terrível de ficar sozinha? Encalhada, pra titia, abandonada, triste e vazia? Sabe aquela síndrome que nos acomete geralmente quando alguém deixa de amar a gente? Ou lhe bota um belo par de chifres? Ou mesmo lhe decepciona de forma grave e repentina?Ou leva um pé na bunda de repente? Dá um aperto, um sufoco... E vem aquela sensação de ser a vítima do destino.

Aquela síndrome do um: um prato, um copo, um travesseiro, uma escova de dente.


Você aposta todas a fichas num homem. Uma ou outra amiga lhe abre os olhos, mas você, cega de paixão pensa:

- Ara, ela está com inveja , porque está sozinha! - faz troça do conselho da amiga, do pai, da mãe, da tia, da avó.

Agora, um conselho aqui da Verinha, cuidado com a sua vida amorosa. O pior erro que a mulher pode cometer é comentar com amigas, conhecidas, tudo o que acontece em sua vida amorosa. E se briga com o namorado liga pra todas, até para aquelas com as quais não têm muita afinidade. E desfia o rosário de lamentações. Fala mal do homem e depois ouve um quilo de palpites. E nesse ínterim, os palpites até bem intencionados podem não ter nada a ver com seu momento amoroso. Influenciar erroneamente sua decisão. E fica uma egrégora negativa sobre seu homem,namorado ou marido, porque você falou mal dele para a vizinhança toda. Cale-se! Um ditado popular:

"Não fale de mim, fale pra mim!"

Uma amiga confidente faz muito bem, mas tem que ser escolhida a dedo.

Luiza, uma amiga minha, tinha um relacionamento há dez anos com um viúvo. Ele era muito genioso , mas a coitada tinha muita paciência com ele. Sempre brigavam e ele corria atrás. Mas nunca tomaram uma decisão a respeito do relacionamento seja para morar juntos, casar ou um contrato. Era o sonho da Luiza: juntar as escovas de dentes.

Os dois adoravam dançar e, um dia, a minha amiga levou Maria sua grande amiga, para ir ao baile com ela. Maria era uma de suas melhores amigas. O casal dividia a mesa com a Maria.

Sabe o que aconteceu? O namorado da minha amiga se apaixonou pela Fulana. A confidente. Amiga do peito. Acho que ninguém rouba o homem de ninguém. Ele também aceitou o flerte. Ela não respeitou os limites impostos pela amizade fiel da minha amiga. No entanto, isso tem acontecido com muita frequência.

O romance foi rápido. Em poucos meses, o casal marcou o casório e fizeram a festa no clube ( do baile). Minha amiga ficou tão desesperada que nunca mais foi a bailes. Trancou-se em casa numa profunda depressão.

Eu já senti medo de ficar sozinha. Afinal, quarenta anos é quarenta anos. Não são vinte anos. Nem trinta anos. E a verdade que os homens querem mocinhas...mulheres turbinadas...

Não é o medo de ficar sozinha, mas de me sentir sozinha. Isso é vazio, faz parte da alma que se ressente e nostálgica ambiciona novas dimensões. Faz parte do ser humano sentir esse vazio existencial. Achamos que o homem ideal vai preenche-lo. E o mesmo pode acontecer com os homens quando se apaixonam também. Achar que não vivem sem a mulher. No entanto, acho que eles trabalham melhor as emoções nesse aspecto.

Eles estão mais espertos, porque as mulheres estão mais espertas também. Antes, o homem escolhia a mulher mais prendada, a mais fértil, a mais caseira. Ele escolhia a mãe ideal para os futuros filhos. O aspecto biológico do macho funcionava muito. Agora, funciona, mas o homem escolhe a mulher de outra maneira.

Quando eu era mocinha, meu sonho era casar. Meu objetivo: namoro, noivado e casamento. Lar, filhos. Casa, marido.
Agora, a mulher coloca os sonhos de casamento em outro plano. Primeiro, a carreira e a independência profissional. Tive um amigo que se mudou para o Pará. Ele estava querendo arrumar uma namorada. Namorou, pintou e bordou. Um dia, chegou em minha casa com os olhos brilhando de felicidade:

- Verinha, estou saindo com uma moça. Nossa! Super legal mesmo! Independente, tem seu próprio carro. É inteligente e tem uma conversa gostosa. - olhei para ele com estranheza.

- Mas, você a ama? - perguntei olhando para ele. Fala como se estivesse fazendo um negócio.- meu amigo riu e piscou o olho para mim.

- Vocês mulheres também nos escolhem assim... Eu quero uma mulher independente, segura de si , escolada...Não é egoísmo , quero construir um futuro junto com ela. Não quero ninguém encostado em mim. Já tive uma namorada que tinha um ótimo emprego, estudava à noite. Começamos o namoro. Eu fiquei alucinada por ela! Linda, gostosa na cama. Depois de dois meses, ela largou o emprego. Achei estranho, mas não falei nada. Um mês depois, largou a faculdade. E começou a me pedir dinheiro constantemente. No começo, achei que fosse uma fase, mas não era. Ela estava apenas me usando. Passava o dia no sofá vendo televisão. Gastava a mesada que eu dava para ela com sapatos, roupas. E me alisava dizendo:

"Quero ficar bonita para você."

Com o tempo perdi o interesse por ela. Ficou ciumenta, desleixada. Verinha, o mundo mudou ! Não caio mais nessa!- afirmou. Por que temos que nos apaixonar assim logo de cara? Sem conhecer direito com quem estamos saindo. Já quebrei a cara muitas vezes, Verinha, por conta de pensar mais com a "cabeça de baixo."- ele deu um sorrisinho irônico.


Concordei com ele. Percebi que o melhor investimento que você faz na sua vida é em você mesma, internauta amiga. Não é investir no homem, mas em você mesma. Se ele quiser ficar na sua vida que fique. Se não quiser e de repente , arrumar as trouxas e fugir com outra, sua vida está estruturada. Você ficará com alguns cacos, mas depois compra louça nova.( estou fazendo uma comparação)

Acho que depois que levei um fora do namorado fiquei mais madura. Estou estudando as leis espirituais e consigo entender o movimento natural da vida. Ela vai trazer o que a gente precisa. Você pode até precisar da companhia de alguém, sentir falta... mas depender disso é outra coisa.

Um terapeuta amigo comentou sobre uma cliente que vivia sem auto-estima, sozinha e abandonada. Obviamente que não fugiu à ética. Não declinou nomes. Ela chegou no consultório a primeira vez e perguntou chorando:

- Por que não arrumo um namorado?

Meses depois, mais fortalecida com a psicoterapia ela perguntou para o terapeuta com ar vitorioso:

- Como não arrumo namorado?

Entendeu a diferença ?
Compreendeu o espírito da coisa,amiga?

Homem ou mulher, a vida passa depressa...

Viva a vida.... e espere sempre o melhor dela e se não vier o melhor, prepare-se!

Encare todos os seus sentimentos,mesmo os mais mesquinhos. Encare a dor e a perda , mas depois, mude o foco...

Deixe o medo para situações que precisem dessa emoção protetora!

Um brinde à coragem de viver e arriscar!

Verinha Verdadeira



Sandra Cecília

 

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