Espiritismo - 12/12/2009
Mediunidade e Obsessão




A mediunidade sempre fez parte da minha vida.Aos seis anos era sonâmbula. Levantava-me à noite como se fosse um zumbi.E me lembro claramente da minha tia tentando me acordar. Minha irmã e minha tia Áurea dividiam o quarto comigo.Eu não andava como os sonâmbulos de um filme de terror: olhos fechados e os braços esticados. Andava normalmente com os olhos abertos. Minha tia era idosa e muito católica.Ficava com receio de que eu abrisse a porta do quarto de madrugada , atravessasse a sala e ganhasse a rua.Ela tentava me acordar me chamando com insistencia. Era penoso acordar daquela maneira.Eu me via em pé com a mão na maçaneta da porta. Afora o sonambulismo eu tinha pesadelos terríveis. Meus pais, assustados, corriam para meu quarto. Minha mãe ficava apavorada! Eu sentia mãos apertando o meu pescoço e tentando me enforcar.

Meu pai sempre foi espírita , mas me levou ao médico para descartar qualquer problema físico. O neurologista receitou alguns medicamentos, mas não falou em diagnóstico. Na verdade, ele não sabia o que eu tinha. Eu não tinha nenhum transtorno cerebral e, muito menos, estava ficando maluca. No entanto, os remédios não fizeram efeito e continuei sonâmbula.

Meus pais me levaram numa sessão espírita onde fui atendida por uma grande médium de psicofonia(incorporação).O guia espiritual falava com forte sotaque alemão. Explicou que o meu sonambulismo era pura mediunidade. As mãos que tentavam me enforcar eram meus inimigos espirituais que descobriram que eu estava reencarnada. Eles me perseguiam porque , outrora, em encarnações passadas, eu os havia prejudicado muito. Não me perdoavam e queriam minha morte. Ouvi a médium com certa estranheza. Eu era uma criança ainda, mas muito observadora e perspicaz. Comecei a receber passes. Tomei água fluida e os pesadelos acabaram. O sonambulismo também. E, a partir daí, minha infancia foi quase normal. Vez ou outra eu via espíritos e tinha sonhos estranhos.

Durante a adolescência, novamente sintomas esquisitos. Minha mãe me levou a um médico homeopata na capital paulistana. Eu vi quando ele escreveu numa folha de papel: tendencia à esquizofrenia. Depois, olhou para mim com seus olhos miúdos e perguntou:

- Quando você se olha no espelho sente que seu rosto está se transformando? - eu olhei para ele assustada. Sim, eu me sentia mal, mas jamais havia perdido o senso da realidade. E, foi no centro espírita que fui curada dos males estranhos e diferentes. Não era esquizofrenia.





Quando assisto a novela Alma Gemea fico sensibilizada com a personagem Alexandra ( Nívea Stelmann). Uma moça bonita de olhos negros e expressivos que sofre de obsessão espiritual. É um mal que acomete muitos médiuns. Diagnosticado de forma errônea como : loucura, psicose, esquizofrenia e tantas denominações psiquiátricas.

A obsessão tem origem espiritual e se trata de uma influencia persistente de um espírito sobre uma pessoa. Geralmente, são espíritos sofredores e causam grande sofrimento. Podem atingir a mente, a área emocional e a saúde física. A obsessão compromete o corpo como um todo e pode, se não for tratada,pode causar danos cerebrais e mentais.

Atualmente, estamos precisando muito de médicos como Dr. Julian(Felipe Camargo). Um médico que está à frente do seu tempo e , apesar de não desprezar a ciência, considera os fenomenos psíquicos. A obsessão precisa ser tratada espiritualmente. É como uma ferida inflamada que não pode ser coberta ou tampada com um pano. Continuará doendo e inflamando. Precisa ser medicada para cicatrizar.

Os remédios podem tratar o cérebro e a mente perturbada mas não afastam o espírito obsessor. É preciso aliar tratamento médico ao espiritual para que a pessoa fique totalmente curada.

Alexandra é uma grande médium , mas vive um período de muito sofrimento. Sabe que não é louca. Deseja viver, ser feliz e normal como qualquer mulher. Mas é subjugada pelo espírito obsessor e não consegue se desvencilhar desse domínio. Dr. Julian , além do tratamento, faz um trabalho muito consciente com Alexandra. O espírito obsessor só consegue seu intento se a pessoa está frágil mental ou emocionalmente. Alexandra, apesar de ser uma jovem muito bonita, carece de auto-estima e força espiritual. À medida que o seu tratamento for evoluindo começará a ficar mais forte.. E assim o espírito obsessor se afastará.

Não nascemos para sofrer. Nós atraímos nossas companhias espirituais: boas ou ruins. Não somos vítimas; somos agentes do nosso próprio destino. Somos vítimas sim, da nossa ignorancia. A partir do momento em que Alexandra acende a luz da sabedoria seu espírito fica mais forte.

É muito penoso o sofrimento de um médium obsedado. Pode ser internado como louco. Ser incompreendido pela família. Isolado do seu meio social. Ele quer se livrar do domínio do obsessor mas não consegue. Geralmente, obsessor e obsidiado tem laços fortes de encarnações passadas. São ódios, mágoas e ressentimentos. O ódio pode unir as pessoas por séculos e séculos. Somente a força do perdão liberta as criaturas! O amor liberta!

Algumas doenças psíquicas podem também ser agravadas pela obsessão espiritual. No entanto, a mente precisa ser tratada e restabelecido o equilíbrio mental, o físico.

Quando o problema é de causa espiritual geralmente só os remédios não fazem efeito. A pessoa não melhora ou às vezes piora.

Assim como eu já sofri o drama da obsessão e da perturbação espiritual muitas pessoas sofrem caladas com medo do preconceito. Medo de estarem loucas ou perturbadas.

Atualmente, muitos psiquiatras já veem o homem como um ser espiritual. Respeitam as crenças dos seus clientes. Diferenciam muito bem a mediunidade de uma psicose ou esquizofrenia. Não devemos descartar a ciência, nem a medicina, mas grande maioria das doenças mentais, espirituais começa no espírito.

Somos seres eternos buscando a evolução. O homem ainda precisa aprender a lidar com sua espiritualidade. Aprender que não está sozinho. Forças espirituais o acompanham. A natureza delas depende da sintonia da pessoa. É a lei dos semelhantes.

Se você se sente diferente ou estranho busque ajuda espiritual. Não descarte o médico ou a psicoterapia, mas aprenda, estude os fenomenos psíquicos.

A mediunidade é um dom comum a todos os seres humanos. Uns em maior ou menor grau. Não causa doenças ou loucura. As perturbações podem vir no início, mas geralmente a mediunidade nasce como uma flor do jardim. Ela serve para perfumar o ambiente.Como um alento para o médium e para servir ao próximo.

E, para exercer a mediunidade você precisa de equilíbrio espiritual , mental e físico. Mente sã atrai influencias psíquicas também equilibradas.

Às vezes, a obsessão é apenas uma perturbação transitória e, nem sempre, significa mediunidade acentuada. Afastado o espírito obsessor a pessoa volta a ter uma vida normal. E não sente mais nenhum tipo de influenciação espiritual.

No entanto, alguns casos são apenas a eclosão da mediunidade. Quando ele se reequilibra a mediunidade desperta! Nesse caso, é importante o estudo , a disciplina, a oração e a vigilancia dos atos e pensamentos.

Alexandra está despertando para uma nova vida!

Agora, alguns autores costumam focar temas espirituais ou espíritas nas tramas das novelas. Isso é muito bom! A sabedoria desfaz o preconceito e une as criaturas!




Sandra Cecília

 

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